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Ainda resta muito a fazer

Moreira Franco (*)

4 de agosto de 2017

sta semana a Câmara dos Deputados e a maioria dos partidos políticos reafirmaram, de modo inequívoco , o compromisso com a obra que o governo Michel Temer está realizando. As  circunstâncias da votação e a leitura das manifestações dos parlamentares sinalizaram com clareza que o espaço para a continuidade das reformas está aberto. Vamos  agora caminhar para a frente.

O governo Temer não é uma experiência de improvisações e de reações instintivas. Ao contrário, é um programa coerente, baseado num diagnóstico quase consensual sobre as raízes da nossa crise econômica e social, descrito sem ambiguidades no documento Uma ponte para o futuro. Seu propósito é nada menos que iniciar o processo de alteração dos modos predominantes de funcionamento da economia e do Estado brasileiro.

Se estas transformações não forem realizadas, nosso destino será, sem nenhuma dúvida, uma economia estacionária e um Estado prestes a desabar em um colapso fiscal.

É preciso um grau muito alto de cegueira ou de paixão política para ignorar as ruinas que este governo encontrou em maio de 2016. E é incompreensível que tantas vozes e opiniões se interponham em nosso caminho para impedir que a obra de restauração possa prosseguir para o interesse de todos.

Quem fecha os olhos para a lista impressionante de realizações executivas que estão sendo feitas e desvia a avaliação de uma obra coletiva para mirar no perfil ou na história política do cidadão Michel Temer, tenta desconhecer, apesar de todas as evidências, que durante todo esses meses o Presidente Michel Temer procurou sempre ser maior do que o homem Michel Temer. De muito poucos políticos em nossa história pode ser dita a mesma coisa.

O estado de mal estar que se abateu sobre nossa sociedade tem suas raízes nos anos de recessão e no esgotamento da capacidade fiscal do Estado brasileiro de atender as demandas crescentes da população. Uma herança recebida por nós.

Mas estas não são realidades que podem ser mudadas por atos de magia ou de aventura voluntarista. A impopularidade é o preço que o governo paga por limpar as ruinas e escombros que encontrou e para entregar aos que virão depois um terreno limpo e pronto para edificar e construir.

Esta é a nossa tarefa. Esta é a escolha que o destino nos impôs, e que aceitamos. Ainda resta uma boa travessia para completarmos a ponte que nos conduzirá ao crescimento.

(*) Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da Presidência

Artigo publicado no Blog do Noblat – em 04 de agosto de 2017

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