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Michel Temer: Um ano reformando o País

Darcísio Perondi (*)

12 de maio de 2017

Há exatamente um ano, na madrugada de 12 de maio de 2016, em votação histórica, o plenário do Senado aprovava, por 55 votos favoráveis e apenas 22 contrários, o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República. Naquela mesma manhã ela era notificada e o seu vice, Michel Temer, assumia interinamente o comando do País. “Bom dia esperança. Está nascendo um novo Brasil”, comemorava no plenário do Senado o deputado Darcísio Perondi (RS), um dos coordenadores do Comitê Pró-impeachment e responsável pela união de forças entre Parlamento e movimentos sociais para afastar Dilma. Para Perondi, naquele dia nasceu o que vai ser lembrado ao longo da história, como o governo Temer, “o governo reformista”.

Segundo Darcísio Perondi, que é vice-líder do Governo na Câmara, Michel Temer, apesar de ainda pouco reconhecido pela população, está fazendo um dos melhores governos da República, principalmente se for levado em conta que ele está enfrentando a maior depressão econômica da história do Brasil, provocada por Dilma Rousseff e suas ações marcadas por corrupção, pedaladas fiscais e irresponsabilidade.

Neste primeiro ano de gestão Temer, os números mostram grandes diferenças para o governo anterior, substituído definitivamente em agosto de 2016 com a aprovação do impeachment. A inflação caiu pela metade – de 9,32% em maio de 2016, para 4,08% em abril de 2017 (menor índice em dez anos); o Real se valorizou diante do Dólar; a Bolsa de Valores voltou a apresentar crescimento; a taxa de juros caiu acentuadamente, de 14,25% em abril de 2016, para 11,25% em abril de 2017; o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a ter projeção de alta, depois de três anos consecutivos de percentuais negativos; a confiança voltou entre investidores nacionais e internacionais com a retomada da economia; e a balança comercial voltou a bater recordes.

“Estamos tendo muito trabalho para enfrentar a herança maldita deixada pelo PT”, afirmou Perondi. O parlamentar lembra da falta de diálogo que existia entre Executivo e Legislativo e da postura antagônica de Michel Temer. “Ele é um homem do Parlamento e sabe dialogar, tanto que conseguiu aprovar tudo o que propôs”. Perondi cita, por exemplo, as novas regras do pré-sal, que tiraram as amarras da Petrobras; a PEC do teto de gastos, que promoveu o ajuste fiscal das contas do Governo (Perondi foi o Relator); a reforma do ensino médio; a liberação das contas inativas do FGTS; a regulamentação do trabalho terceirizado; o aumento do limite de renda para o Programa Minha Casa Minha Vida; e o reajuste da Bolsa Família.

O grande desafio do Governo é enfrentar o desemprego de 14,2 milhões de brasileiros, e que só deve apresentar resultados com a aprovação das reformas da previdência e trabalhista. Esta última, já passou na Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado. A da previdência, a mais complexa, passou pela Comissão Especial da Câmara e aguarda dois turnos de votação no plenário.

(*) Médico pediatra, deputado federal pelo PMDB/RS e vice-líder do Governo na Câmara 

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