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O Conselhão e a arte de ouvir

Eliseu Padilha (*)

21 de novembro de 2016

Superlativo em dimensão, potencial natural, diversidade e complexidade, o Brasil enfrenta enormes desafios para concretizar seu desenvolvimento. Para superá-los, experiência, disposição e coragem são condições absolutamente indispensáveis, mas não suficientes.

Recolocar o país na rota do desenvolvimento requer líderes que saibam ouvir atentamente a sociedade e reproduzir em atos o que foi ouvido, no interesse coletivo.

O presidente da República, Michel Temer, tem reiterado que este é um governo do diálogo. Exemplo disso é a sua decisão de reativar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), também conhecido como Conselhão.

Criado para assessorar o presidente, é um espaço privilegiado de debate de propostas para o desenvolvimento. O Conselhão é um genuíno fórum para a apresentação e a discussão das contribuições da sociedade às ações governamentais. Por isso o governo, ao reativá-lo, tomou várias medidas para torná-lo mais interativo, ágil e representativo.

A primeira dessas iniciativas foi institucionalizar a figura do comitê gestor, um grupo de cinco conselheiros eleitos por seus pares e autorizados a falar em nome do colegiado. A novidade dará mais rapidez e segurança às decisões e facilitará a permanente interlocução com o governo.

O Conselhão foi recomposto. Buscamos a igualdade de gêneros. Convidamos especialistas em temas que retratam o cotidiano dos brasileiros, tais como segurança pública, primeira infância, direito homoafetivo, igualdade racial e direito das pessoas com deficiência. Saúde, inovação, empreendedorismo, gestão pública e economia digital também ganharam espaço.

Setores importantes da economia brasileira terão, agora, uma representação mais equilibrada.

Fizemos dele um órgão composto exclusivamente por representantes da sociedade civil. Ministros e demais autoridades participarão na condição de convidados, ampliando o tempo para o governo ouvir os conselheiros. Afinal, é deles que vem a força do grupo.

Os representantes são profissionais altamente qualificados e influentes em suas áreas de atuação, capazes de trazer para o debate opiniões diferenciadas sobre os grandes desafios para o desenvolvimento.

O governo conta muito com os frutos desse diálogo. Buscamos fazer reunir pessoas com trajetória e espírito público que falem por si. Nossa ideia é respeitar as diferenças e construir consensos, concretizar coletivamente propostas nas quais o interesse da cidadania esteja acima de todos os outros, pois ela é razão da existência do Estado.

Queremos, nesta primeira reunião do novo conselho que realizaremos nesta segunda (21), dialogar sobre estratégias para a retomada do desenvolvimento, em especial para o combate ao desemprego, dando ênfase ao incremento das exportações e à melhoria do ambiente negocial em nosso país.

Por igual o governo quer colher opiniões sobre os necessários estímulos para concretizar investimentos privados nas áreas em que o Estado não dispõe de recursos suficientes para entregar à sociedade brasileira os serviços requeridos.

A intenção do presidente Temer é continuar ouvindo a sociedade civil, incessantemente. O diálogo é o nosso lema. O Brasil que queremos e precisamos construir, com desenvolvimento econômico sustentável e justiça social, é possível, na medida em que for um compromisso de todos os brasileiros.

(*) Ministro da Casa Civil. Foi ministro dos Transportes (governo FHC) e ministro da Secretaria de Aviação Civil (governo Dilma Rousseff)

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo – Tendências e Debates – 21 de novembro de 2016

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