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Lelo Coimbra: Cinco pontos da Reforma da Previdência vão ser alterados

Jornal A Gazeta

5 de abril de 2017

Deputado Lelo Coimbra

Foto por: Arquivo/ A GAZETA

Vitória (ES) - Líder da maioria governista na Câmara, Lelo Coimbra (ES) é o único dos 10 deputados federais capixabas que apoia a dura proposta do Planalto de Reforma da Previdência. Ele participa diretamente das articulações do governo Michel Temer para aprovar a emenda constitucional, bombardeada por parlamentares e trabalhadores. Em entrevista, embora sem dar detalhes porque há vários cenários estudados nos pontos polêmicos, Lelo adianta as mudanças aceitas pelo governo no projeto.

Eis as reivindicações que devem ser incluídas, de alguma forma, no texto original: idade de aposentadoria diferente entre homem e mulher; regras de transição mais flexíveis; preservação do modelo de aposentadoria rural; acúmulo de benefícios (pensão e aposentadorias); e aposentadorias especiais. Lelo acredita que terá apoio dos colegas do Estado, menos dos dois petistas.

A GAZETA - O governo cedeu e flexibilizará pontos. Quais e como vai conduzir esse acordo com parlamentares?

Lelo Coimbra – Quais os pontos de manifestações mais sensíveis? O primeiro ponto envolve a questão homem e mulher; o segundo ponto envolve a regra de transição; o terceiro ponto envolve a questão rural; o quarto ponto envolve o acúmulo de benefícios (pensão e aposentadorias); e um quinto ponto que são as especiais. Entendemos que essa discussão está permeando o processo de confecção final do relatório.

A GAZETA - Qual será a estratégia do governo agora?

Lelo Coimbra – O relator Arthur Maia (PPS-BA) está ouvindo todas as bancadas, fazendo um sentimento de opinião acerca desses itens que fazem parte das preocupações. Vamos ouvir as bancadas e ver como é possível fazer algum ajuste compensando em outras posições, mas fazendo alguns ajustes desses pontos que são sensíveis nas manifestações das diversas bancadas. Ao final, possivelmente quinta-feira da próxima semana, teremos o relatório sendo apresentado e lido na comissão; aí virão o debate na comissão, o relatório será votado e trazido ao debate e voto no plenário no final de maio.

A GAZETA - Tudo está em discussão ainda, mas é certo que vai ter diferenciação entre homem em mulher quanto à idade de aposentadoria, embora essas idades ainda não estejam definidas?

Lelo Coimbra – Estão sendo consideradas todas as possibilidades. Em cada um desses itens que citei, há um, dois, três cenários sendo colocados em conta. Estamos estudando o impacto de cada mudança sobre o projeto original, o impacto de várias mudanças juntas, como compensar em outra parte do relatório para que não sejam alterados profundamente o propósito e os conceitos do texto original. Mas que, do ponto de vista de cada segmento, nós possamos dar respostas que deem conforto a quem está exercendo o voto e ao mesmo tempo trazendo para o debate e voto aqueles que têm dúvidas, querem esclarecimentos ou acham importante fazer um ajuste de pequeno ou médio porte.

A GAZETA - Traz desconforto o fato de só o senhor, entre os 10 deputados capixabas, defender integralmente o projeto do governo?

Lelo Coimbra – De maneira alguma. Estamos tratando do interesse do Brasil futuro, da sustentabilidade do país e da defesa do conjunto da sociedade. Quem se movimenta nesse aspecto pensando somente nas eleições do ano que vem pode não ter as eleições do ano que vem. É importante diferenciar duas coisas: você tem dois deputados do PT (Givaldo Vieira e Helder Salomão) que são contra o texto em qualquer circunstância. Os outros oito deputados, eu incluído, desejam votar, querem que esses ajustem deem a possibilidade de votar com uma boa discussão com a base política, com a base rural, com a base de segmento de modo geral. Não tenho dúvidas que teremos os oito votos da bancada de 10 deputados do Espírito Santo. Estou confiante que teremos mais do que os 308 votos necessários para que a reforma constitucional da Previdência seja aprovada em primeiro e em segundo turnos.

A GAZETA – O senhor apoia algum dos pontos que a bancada do Estado cobra? Aposentadoria rural diferenciada, por exemplo, impacta muito os capixabas.

Lelo Coimbra – Não tenho dúvida de que aposentadoria rural tem um ajuste a ser feito. Estou ajudando a construir esse ajuste. Não adianta eu chegar e falar ‘sou contra o texto’. Eu não sou contra o texto, que veio para o debate e para ter aprimoramento legislativo. E aqui há aprimoramento.

Rondinelli Tomazelli (A Gazeta)

Entrevista publicada no jornal A GAZETA – em 05 de abril de 2017

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