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Mesmo com denúncia, Previdência deve ser votada já, diz Jucá

Blog Poder 360

27 de junho de 2017

Senador Romero Jucá

Foto por: Sergio Lima/Poder 360

Brasília (DF) - Líder do governo no Senado e 1 dos principais articuladores do Planalto no Congresso, Romero Jucá (RR) defende a votação da reforma da Previdência o mais rápido possível, mesmo com o presidente Michel Temer denunciado. Se a proposta não for aprovada, diz ele, “o governo constrói outra solução”.

Jucá afirma que o Planalto vem sofrendo com 1 ataque especulativo político. Isso tem abalado 1 dos pilares da manutenção da estabilidade do país: a credibilidade. “Não tem prova, mas toda hora tem uma confusão.”

A agenda econômica deve ser aprovada com normalidade no Congresso, segundo o senador, independente da permanência ou não de Michel Temer na Presidência da República. “Depois que o governo propõe, não é mais pauta do governo, mas do Congresso. Tem que votar e ter normalidade.”

Sobre o chamado “pacote de bondades”, de benesses para devedores como o Refis, o senador diz achar que o governo não está cedendo e que as medidas aumentam a arrecadação.

O congressista também afirma querer urgência na votação da reforma política, sob o risco de inviabilização das eleições de 2018, e defende a permanência do PSDB no grupo de apoiadores do governo.

Leia a seguir trechos da entrevista:

Poder360 – Diante da instabilidade política atual, como fazer para garantir as votações essenciais ao governo no Congresso ?

Romero Jucá –Não podemos ficar presos a 1 calendário de investigação. Tem todo 1 processo. Mas depois que o governo propõe, não é mais pauta do governo. Passa a ser pauta do Congresso. Tem que votar e ter normalidade.

Qual a perspectiva de votação das reformas da Previdência e trabalhista?

Previdência eu defendo que vote agora em julho. Se aprovar ou não, é uma posição que a Câmara vai ter que tomar. Aí, se não aprovar, o governo constrói outra solução. Reforma trabalhista não é mais pauta do governo. Reforma da Previdência não é mais pauta do governo. As instituições estão funcionando com normalidade. Instituições democráticas e independentes. 

Mas a atual situação política, com denúncia e Lava Jato, o governo não fica enfraquecido diante do Congresso?

Hoje, na credibilidade, nós enfrentamos 1 ataque especulativo político, para usar o termo econômico. Sem prova, mas toda hora tem uma confusão. Na segurança jurídica, o governo fez as medidas que tinha que fazer. Eu acho que hoje temos segurança jurídica porque o governo não é intervencionista, todas as posturas do governo têm sido consistentes e equilibradas. E na previsibilidade da economia, a gente já esteve melhor, mas na hora que você tem esse ataque especulativo, algumas pessoas utilizam isso para tentar fazer especulação. Por exemplo, na votação da reforma trabalhista na CAS [Comissão de Assuntos Econômicos, onde o governo sofreu derrota], o impacto na questão da aprovação no plenário: zero. Mas na bolsa [de valores] o cara acha que acabou ali.

Mas se perder votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) será grave, não?

Mas não vai perder na CCJ. E mesmo que perdesse na CCJ, a votação do plenário será feita em cima do relatório da CAE. Agora, as pessoas que não conhecem ficam “oh, meu Deus, o governo perdeu”. Mas não é, zero de problema.

No plenário, o senhor acha que vai ser tranquilo?

Não vai ser tranquilo, porque vai ter briga. A oposição vai chiar, vai cair, vai desmaiar, mas é o papel dela. Eles tem que alardear o atraso, eles não têm outro discurso.

O senhor defende que o Congresso não tenha recesso para agilizar as votações em julho?

Se votarem a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) vai ter recesso. Não sou da Comissão Mista do Orçamento, então não posso dizer. Mas acho que não é fácil[aprovar]. E tem que votar a reforma política. Tem que votar agora em julho. Não dá para sair todo mundo de férias [recesso] e deixar cair a reforma política. Senão não tem eleição no ano que vem com as novas regras. Tem o princípio da anualidade. Se não votar tudo [todos os trâmites na Câmara e no Senado] até setembro não tem eleição.

Mas será aprovada com facilidade? Já estão fechados os acordos?

Acho que passa: o fim de coligação, a cláusula de barreira, que vai para 1,5% na 1ª eleição, foi acordado já. E financiamento público. Para 2022 deve ser aprovado o voto distrital misto. Para 2018, vai se discutir qual a transição. Maioria dos deputados está defendendo o distritão. É bom. Se não for o distritão, será o fim das coligações e os partidos irão disputar sozinhos. Porque tem que criar os distritos, não dá para fazer rapidamente, é demorado.

Leila Coimbra e Paloma Rodrigues (Poder360)

Entrevista publicada no Blog Poder360 – em 27 de junho de 2017

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