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Romero Jucá: Previdência tem de ser aprovada até setembro

Jornal Correio Braziliense

9 de agosto de 2017

Senador Romero Jucá

Foto por: Divulgação

Brasília (DF) - O senador Romero Jucá (RR), líder do governo na Casa, está de olho no plenário vizinho. Quer a aprovação urgente do relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA) para que a matéria chegue oficialmente às suas mãos. Terá tramitação simples e acelerada no Senado, prevê.

Jucá fez as declarações ontem no CB.Poder, da TV Brasília e do Correio Braziliense, na estreia do programa dedicado a assuntos econômicos, sempre às terças-feiras. Às segundas-feiras, Ana Maria Campos e Helena Mader abordam temas da política de Brasília. Às quartas, Leonardo Cavalcanti e Denise Rothenburg têm como foco a política nacional. 

Abaixo, os principais trechos da entrevista de Jucá.

O governo conseguirá os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, levando-se em conta que, para derrubar a denúncia contra o presidente Michel Temer, houve apoio de 263 deputados?

O placar de votação na Câmara foi dentro do esperado. Nós tivemos a maioria absoluta num momento em que havia muita pressão externa, muitos órgãos de comunicação, em tese, insuflando algo que não existia. Precisa alterar o seu número, porque é 263 mais os ausentes, que votaram com o presidente, 19 votos. Além disso, muitos deputados, inclusive do PSDB, que votaram contra, externaram a posição de que votariam a favor da Previdência. Qual a questão? Tirar da Câmara. É importante que se vote ainda em setembro. Eu defendo a votação urgente. No Senado, nós temos uma base para votar. Tanto que fizemos questão de dar quórum constitucional à aprovação da reforma trabalhista, exatamente para mostrar que temos votos para fazer a reforma da Previdência.

Está se discutindo agora aumento do deficit previsto para este ano, de R$ 139 bilhões, podendo chegar a R$ 159 bilhões. Não era o momento de se pensar em segurar emendas parlamentares?

Nesse caso específico, não, porque a emenda é incontingenciável. E o governo Michel Temer tem responsabilidade fiscal. Diferentemente dos outros governos todos, ele criou limite do teto de gasto.

Mas já houve aumento de tributos, e cogitam-se outros.

Eu sou contra o aumento de imposto. A conta do deficit não está fechando da forma que poderia pela queda de arrecadação e também pela frustração da repatriação, porque se tirou parentes de agentes públicos. Esperavam-se R$ 15 bilhões. Virão R$ 2 bilhões.

O governo contou com vento, então, ao construir orçamento?

O cálculo terminou sendo menos conservador do que poderia ser.

Foi um erro estabelecer R$ 130 bilhões?

O deficit de 2016 do Ministério do Planejamento foi de R$ 170 bilhões. Começou a se estabilizar e depois a cair, porque teve a repatriação. A questão não é dinheiro, a questão é de visão e de leitura dos agentes públicos.

O senhor é a favor de adiar os reajustes dos servidores?

Eu acho que o governo tem de fazer todos os cenários possíveis e discutir com a sociedade. O presidente tem de bater o martelo e ver qual decisão considera menos negativa para a segurança jurídica, a credibilidade do governo, a estabilidade da economia. Temos que tocar para criar emprego e melhorar a vida do povo.

A reforma da Previdência não vai resolver o problema a curto prazo. Como resolver o gasto do ano que vem?

A gente sinaliza para o futuro. Investimentos virão, haverá crescimento, portanto, as coisas serão melhores. São várias ações. Por exemplo, a reforma política. Pode alguém dizer “não, não tem nada a ver com a economia”. Mas tem muito a ver. Temos de fazer uma reforma profunda, para as pessoas não terem dúvidas de que amanhã o governo pode mudar, de que pode ter crise política que vai derrubar as ações.

Qual é a reforma política possível hoje?

A reforma ajustada é para 2020, 2022, com voto distrital misto, ou seja, metade para o distrito e metade para o partido. Para 2018, nós estamos discutindo na Câmara, os mais votados se elegem sem coligação partidária. O Senado vai concordar, porque nós temos de aprovar essa reforma até o final de setembro.

O PMDB terá candidato a presidente em 2018?

Nós vamos discutir nomes. Existe um nome definido hoje? Não. Mas eu vejo a maioria dos partidos sem nome.

O partido apoiaria João Doria?

Doria, Alckmin são nomes excelentes. Mas não vamos nos meter, não vou me imiscuir na questão interna do PSDB para discutir quem é o candidato deles a presidente.

Entrevista publicada no jornal Correio Braziliense – em 09 de agosto de 2017

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