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Figuras históricas

11 de junho de 2012

Tancredo Neves

 

Mineiro de São João Del Rei, Tancredo Neves diplomou-se advogado e iniciou sua carreira política em 1933. Foi deputado federal em 1950 e 53, e com o apoio de Juscelino Kubitschek, foi ministro da Justiça. Exerceu também os cargos de Primeiro-Ministro no governo de João Goulart e de governador do Estado de Minas Gerais em 1982. Se elegeu Presidente da República com o apoio de Ulysses Guimarãe, sendo o primeiro Presidente civil em mais de 20 anos.

 

Político e estadista brasileiro (São João del Rei MG, 4-III-1910 – São Paulo SP, 21-IV-1985), eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral a 15-I-1985. Embora privado da consagração pelo sufrágio direto, Tancredo de Almeida Neves foi, sem sombra de dúvida, o político brasileiro que reuniu em torno de si o maior potencial de esperança quando se preparava para assumir a presidência da República. A doença que o fez internar-se para uma cirurgia de urgência na véspera do dia fixado para sua posse – 15 – III – 1985 – culminou numa dolorosa agonia, durante a qual a solidariedade, a confiança e o carinho do povo se manifestaram em uníssono.

 

Foi o quinto de doze filhos de Francisco de Paula Neves e Antonina de Almeida Neves. Estudou no colégio franciscano de sua cidade natal e formou-se em direito em Belo Horizonte, em 1932, retornando a São João del Rei para montar ali o seu escritório de advocacia. Em 1935 foi eleito vereador de sua cidade, com a maior votação, e escolhido presidente da Câmara Municipal; mas voltou à advocacia com a implantação do Estado Novo, em 1937. Casou-se em 1938 com Risoleta Guimarães Tolentino.

 

Na campanha presidencial de 1945, passou a formar com o Partido Social Democrático, e em 1947, elegeu-se deputado estadual, sendo relator da comissão que elaborou o anteprojeto da nova constituição do Estado. Deputado federal em 1950, liderou a bancada do PSD-MG. Seria sempre mencionado como tipo perfeito do pessedista mineiro – político hábil e conciliador, sempre flexível na negociação, mas firme no tocante a seus princípios. Em 1953, num período de grande agitação, que se agravou com o atentado da rua Tonelero, Getúlio Vargas nomeou-o ministro da Justiça; com o suicídio de Vargas, Tancredo voltou à sua cadeira na Câmara, onde foi um dos principais articuladores da candidatura Juscelino Kubitschek à presidência.

 

Candidato do PSD ao governo de Minas Gerais em 1960, foi derrotado por Magalhães Pinto, da UDN, por 80.000 votos. A renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart na presidência da República levaram-no ao cargo de primeiro-ministro, que exerceu de setembro de 1961 a junho de 1962. Em outubro desse ano reelegeu-se para a Câmara dos Deputados, onde foi líder da maioria. Após o golpe de 1964, ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), mantendo sempre atitude de oposição ao regime. Pelo MDB foi reeleito deputado federal em 1966. Em 1970 e 1974; em 1978 elegeu-se senador. Presidente do Partido Popular em 1980, quando foram proibidas as coligações partidárias levou o PP a integrar-se com o PMDB, do qual foi eleito vice-presidente.

 

Candidato ao governo de Minas Gerais em 1982, derrotou seu opositor do PDS e assumiu o governo em março de 1983. No dia 15-VIII-1984 renunciou ao mandato para candidatar-se à presidência da República pela Aliança Democrática. Vitorioso no Colégio Eleitoral, realizou, como presidente eleito, uma bem sucedida viagem para contatos no mais alto nível por vários países da Europa ocidental, Vaticano, EUA, México e Argentina. Faleceu no Hospital das Clínicas de São Paulo e foi enterrado em São João del Rei.

 

Teotônio Vilela

 

Alagoano de Viçosa, Teotônio Brandão Vilela era jornalista, cronista, ensaísta, empresário e político. Autor de discursos exuberantemente libertários, de amor à terra e ao homem brasileiro. O velho Senador! Um filósofo humanista que soube olhar, com amor e coragem, a sua pátria. Nas suas andanças, sonhou pregando o ideário da democracia, tornou-se, em cada canto do país, símbolo de ética, cidadania e dignidade: o guerreiro da paz, o menestrel da nacionalidade e da felicidade propriamente dita.

 

 

Editorial, Folha de São Paulo, 14 de novembro de 1983

 

A ausência de Teotônio Vilela põe termo a uma biografia política que as circunstâncias transformaram em saga. É nesta condição mitológica que sua vida pública, agora encerrada, continuará repercutindo no panorama brasileiro. Elevado à condição de unanimidade nacional, embalado pelo carinho da opinião pública e pelo aplauso de incontáveis admiradores, é provável que sua luta aberta contra o câncer tenha sido percebida como metáfora evidente – reunindo o pessoal e o coletivo – do combate idêntico que procurou travar, com disposição e ubiqüidade espantosas, contra o arbítrio, a prepotência e a injustiça. Ao fazê-lo, Teotônio Vilela expandiu seu mandato legislativo até a radicalidade republicana do cidadão-senador, que no final já dispensava qualquer mandato. Sua ação deslocou-se paulatinamente da realidade das classes, dos partidos e dos interesses datados, para atingir outro terreno, o dos sentimentos perenes. A política precisa de Teotônios como os povos precisam de artistas. Parece-nos ser esta a pior das perdas que sua ausência nos infringe.

 

Ulysses Guimarães

 

Foi presidente do MDB e PMDB durante vários anos e seu presidente de honra. Em 1987, o parlamentar comandou a Assembléia Constituinte. Candidato à Presidência em 1989, não obteve sucesso, mas marcou a história do País.

 

O Dr. Ulysses, um dos maiores políticos brasileiros, Ulysses Silveira Guimarães ou Ulisses Guimarães nasceu em Rio Claro-SP, no dia 06 de Outubro de 1916, filho de Ataliba Silveira Guimarães e de dona Amélia Correa Fontes foi casado com dona Ida de Almeida Guimarães e teve dois filhos, Tito Enrique e Celina Ida; Ulisses Guimarães faleceu em 12 de Outubro de 1992.

 

Formou-se advogado pela Universidade de São Paulo (USP), em 1940. Antes de ingressar na política, foi secretário da Federação Paulista de Futebol. Elegeu-se deputado estadual em 1947, pelo Partido Social Democrático (PSD). Três anos depois, passou a ser deputado federal, função que exerceu durante 11 mandatos consecutivos. Foi presidente do MDB e PMDB durante vários anos e seu presidente de honra. Em 1987, o parlamentar comandou a Assembléia Constituinte. Candidato à Presidência em 1989, não obteve sucesso, mas marcou a história do País. Ulisses Guimarães morreu (desapareceu) no Rio de Janeiro, em 12 de Outubro de 1992.

 

“…Política não se faz com ódio, pois não é função hepática. É filha da consciência, irmã do caráter, hóspede do coração. Eventualmente, pode até ser açoitada pela mesma cólera com que Jesus Cristo, o político da Paz e da Justiça, expulsou os vendilhões do Templo. Nunca com a raiva dos invejosos, maledicentes, frustrados ou ressentidos. Sejamos fiéis ao evangelho de Santo Agostinho: ódio ao pecado, amor ao pecador. Quem não se interessa pela política, não se interessa pela vida…”

 

Ulysses Guimarães morreu (desapareceu) em 12 de outubro de 1992, num acidente de helicóptero nos mares do Rio de Janeiro. Era uma segunda-feira, feriado nacional, dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. O helicóptero Esquilo, prefixo PT-HMK, que transportava os casais Ulisses Guimarães e Severo Gomes caiu 30 minutos depois de levantar vôo em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro, com destino a São Paulo.

 

O grupo retornava de um fim de semana na casa do empresário Luís Eduardo Guinle, no condomínio Portogallo. Severo, ministro da Agricultura do governo Castelo Branco e da Indústria e do Comércio do governo Geisel, rompera em 1977 com o regime militar, em 1979 filiara-se ao MDB e tornou-se um dos grandes amigos de Ulisses.Durante várias horas a nação viveu a expectativa de que Ulisses poderia aparecer com vida. Em vão. Com lágrimas nos olhos, o presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro, na terça-feira, dia 13, reconheceu a tragédia. O Congresso preparou-se para receber os restos mortais do seu mais ilustre personagem. O corpo não foi encontrado, mas a morte foi oficialmente reconhecida. O país entrou em luto.

 

A revista Veja de 21 de outubro de 1992 trouxe em sua capa a silhueta de Ulisses em um fundo preto com os dizeres: “Por quem os sinos dobram – Ulisses Guimarães (1916-1992)”. Ulisses Guimarães, aos 76 anos, morreu em plena militância política. Não pensava em se recolher ao papel de reserva moral do país: “Estátua, não! Estátua só serve para passarinho fazer cocô em cima da cabeça.” Durante a curta estada em Angra, não deu tréguas ao seu projeto de lutar por um país melhor. Ali, em longa conversa telefônica com o presidente Itamar Franco, reafirmou seu compromisso de ajudá-lo na manutenção da governabilidade. Era importante fazer com que as pressões políticas do PMDB por cargos no ministério diminuíssem. Com o amigo e companheiro Renato Archer, ainda em Angra, discutiu os rumos da campanha parlamentarista, sua última causa. Politicamente ambicioso, Ulisses admitia que adorava se reconhecido e aclamado pela população. “Adoro o poder. Tenho fascínio pelo poder”, costumava dizer. Não conseguiu realizar o sonho maior de ser eleito presidente do Brasil, mas como ele próprio desejava, morreu lutando. “Eu não quero morrer de raiva, nem de mágoa, nem de doença. Eu quero morrer na luta.”

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