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Darcísio Perondi debate reforma da Previdência na Fundação Ulysses Guimarães

PMDB Nacional

17 de março de 2017

Foto por: Igo Estrela/PMDB

Brasília (DF) – O deputado federal Darcísio Perondi (RS) fez palestra seguida de debate sobre a reforma da Previdência, no Seminário Nacional de Capacitação dos Servidores da Fundação Ulysses Guimarães, nesta quinta-feira (16), em Brasília. Deixou claro que a reforma é necessária para extinguir o déficit crescente do setor e evitar que a Previdência não deixe sobrar recursos para investimentos.

Perondi listou os dois principais motivos da reforma. Segundo ele, a população de idosos está aumentando em contrapartida à diminuição de jovens e crianças. “Daqui a 6 ou 7 anos, o Brasil passa a ter mais velhos do que jovens e em 20 anos haverá cerca de 40 milhões de idosos”. E explicou: “a Previdência é um modelo solidário e de repartição, onde os mais novos pagam a aposentadoria dos idosos. E não há reserva, o dinheiro chega e é usado para pagar os benefícios. Se houver menos gente contribuindo e mais aposentados recebendo, a conta não fecha. Essa é a primeira razão da reforma”, disse.

O segundo motivo é que o Brasil não fez a reforma antes e o prejuízo agora só aumenta. Como exemplo, citou que as aposentadorias do setor rural custam R$110 bilhões, enquanto o setor contribui com apenas R$10 bilhões. Na área urbana, o déficit chega a R$50 bilhões. Dos servidores públicos e militares, o déficit é de R$77 bilhões.

“No ano passado, o prejuízo da seguridade social foi de R$258 bilhões. A Previdência está pegando recursos de outras áreas para pagar os aposentados. Se não fizermos a reforma, em 5 anos a Previdência não deixará dinheiro para investir em saúde, educação, obras e outras áreas, porque a Previdência é uma despesa contratada”, disse o deputado.

Perondi negou que a proposta de reforma retira direitos do trabalhador. “Quem estiver aposentado ou com direito a se aposentar, como também os pensionistas, ninguém perde nada. A reforma não tira direitos nem dos graúdos da Previdência”, disse. Segundo o deputado, as contas que estão sendo apresentadas por aí, por quem é contra a reforma, excluem o déficit da Previdência pública (servidores) com o intuito de dizer que não há déficit do tamanho que o governo informa. “Mas as contas do governo são auditadas, e quem mentiu sobre dados oficiais acabou sendo demitido por impeachment”, observou.  

De acordo com Darcísio Perondi, aqueles que são contra a reforma estão defendendo as aposentadorias precoces de quem recebe altos salários. “88% dos brasileiros ganham até três salários mínimos, e 65% das aposentadorias são de um salário mínimo. Estes terão de trabalhar um tempo mais, mas não estamos tirando [reduzindo valor de aposentadoria]. Agora, os graúdos, não mais [não receberão aposentadoria com valor integral]. Isso é uma coisa muito corajosa que o PMDB está fazendo. Esse discursos de que vai prejudicar os pobres, isso é uma mentira para proteger os ricaços do serviço público. A reforma é para garantir que aqueles dois/terços que recebem salário mínimo continuem recebendo”, afirmou.    

 

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