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Deputado Eduardo Cunha rebate distorções publicadas pela Veja

ACS/Dep.Eduardo Cunha

29 de março de 2013

Brasília (DF) - Parlamentar lamenta falta de profissionalismo do repórter da revista. Leia a íntegra do esclarecimento

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

Com relação à matéria publicada na revista Veja, edição dessa semana, esclareço o seguinte:

 

1) Inicialmente, lamento a falta de profissionalismo do repórter da revista, que me ouviu, na tarde de quinta-feira, 28, por dois minutos ao telefone, com a matéria já pronta. O jornalista não tocou no conteúdo da reportagem, fez perguntas que nada tinham a ver com a suposta denúncia e também não publicou qualquer aspa minha referente ao assunto, mostrando, sim, a má fé evidente por esse e outros fatos que relatarei a seguir;

 

2) Desde que ascendi à Liderança, está estranha a movimentação. Primeiro, a Veja, em matéria de duas semanas atrás, emite insinuações sobre vazamento de dossiê contra o presidente da Câmara, Henrique Alves, meu amigo e correligionário, numa suspeição sem o menor fundamento;

 

3) Depois, estranhamente, transformaram-me de testemunha de acusação em réu, em um inquérito no STF, cujos detalhes esclareci, publicamente, e anexarei a esta nota;

 

4) Agora, de forma igualmente estranha, tentam requentar um assunto já objeto de campanha de outro órgão de imprensa, notoriamente desafeto, no fim de 2010, que motivou o envio ao STF de peças desse inquérito (Nº 3056, de 2010), cujo relator é o ministro Celso de Mello. Neste inquérito, meu nome não é citado uma única vez. A razão é que a matéria à época citava um grampo telefônico, no âmbito daquele inquérito, que o jornal atribuía a um parlamentar, que não era identificado, e que eu, por me reconhecer no diálogo, assumi publicamente em discurso no Plenário da Câmara dos Deputados, em 24 de novembro de 2010. Ademais, o diálogo nada tinha a ver com o objeto do inquérito conduzido pela Policia Civil do RJ, inclusive sem competência legal de investigar parlamentar federal (anexo também as respostas sobre isso e o pronunciamento feito na Câmara dos Deputados);

 

5) Mais estranha ainda é a chamada da Veja Online, que coloca um título falacioso e mentiroso de que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro teria alertado deputado alvo de investigação de sonegação. Nem sou alvo de investigação por sonegação, nem o MP me alertou e tampouco a Polícia Civil poderia me investigar. Isso é mais um dos absurdos desse suposto relatório clandestino;

 

6) Quanto ao Sr. Ricardo Magro, como à época falei, além de empresário, ele é advogado, foi meu consultor jurídico em ações na Justiça, derivando daí o meu relacionamento. E, além disso, o citado à época em 2010 era referente a dois fatos: um de apresentá-lo à direção de uma empresa privada (Braskem) e o outro de apresentá-lo a um corretor de um imóvel para o qual ele tinha a intenção de montar um restaurante em Brasília. Nada a ver, portanto, com sonegação ou qualquer atividade de natureza pública;

 

7) Ora, se em 2010, segundo os diálogos reproduzidos pelo jornal, meu nome sequer era citado pela investigação da Polícia Civil, como pode, em setembro de 2009, haver investigação com citações minhas, grampos telefônicos e vazamento de informações? Isso é fantasia e cronologicamente impossível;

 

8) Não existe no corpo do inquérito qualquer menção ao meu nome. Tenho a cópia integral dele, e ele está no STF, podendo ser constatado por qualquer um. O suposto relatório publicado pela revista Veja, se é que realmente existe, é falso, uma montagem, ou até mesmo clandestino. Por si só, esse “relatório” merece uma investigação, e vou requerer para saber da sua legalidade, autoria, responsabilidade e motivações, provavelmente escusas, feitas inclusive por quem não teria competência legal para investigar, nem a mim, nem a um senador da República e nem ao chefe do Ministério Público estadual, detentores de foros especiais, fora, portanto, da competência da Polícia Civil do RJ. Se verdadeiro esse relatório, exigirei punição exemplar para os policiais que o montaram;

 

9) Com relação aos fatos,tenho ótimas relações com o ex chefe do MP-RJ, dr. Claudio Lopes, pessoa séria, exemplar no trato das suas funções, e sempre tratei com ele assuntos de natureza institucional, como matérias em tramitação na Câmara, que diziam respeito ao MP, tais como a PEC 37, da qual fiz parte da comissão especial. Claudio Lopes jamais me vazaria qualquer informação, até porque ele, como um homem ilibado, sabe que o MP-RJ e a Polícia Civil do RJ não têm competência legal para me investigar em razão da minha condição de deputado federal. Logo, JAMAIS eu poderia ser objeto de qualquer inquérito no âmbito do RJ;

 

10) A minha relação institucional com Claudio Lopes era tão intensa, que o levei ao ministro Paulo Bernardo, à época na pasta do Planejamento, para ele prorrogar a cessão do comodato do prédio sede do MP-RJ pertencente à União, o que foi feito, e ainda o levei ao então ministro da Educação, Fernando Haddad, para tratar de cursos jurídicos no âmbito do MP-RJ, todas as movimentações devidamente registradas nesses ministérios;

 

11) Tanto o relatado por mim é verdadeiro, que, no exato momento que assumi publicamente ser eu a pessoa que estava no diálogo, imediatamente o juiz de primeiro grau, com o qual aquele inquérito estava sendo processado, remeteu a integralidade dos autos para o STF, razão pela qual tenho a cópia integral dele e meu nome não ERA CITADO UMA ÚNICA VEZ, e tal relatório citado por Veja não faz parte do inquérito;

 

12) No âmbito do STF, o referido inquérito foi remetido ao MP federal para oitiva de quatro pessoas, o sr. Ricardo Magro, o diretor e o presidente da Braskem e o corretor do imóvel, que já foram ouvidas. Possuo a cópia dos referidos depoimentos e em nada tem a ver com objeto do inquérito. Esses autos deverão retornar ao primeiro grau para prosseguirem no seu curso original, que nada tem a ver com qualquer fato a mim relacionado, que dirá sonegação;

 

13) Lamento o sensacionalismo, as mentiras publicadas e insinuações que não fazem parte em nenhum momento do inquérito. Cabe agora a apuração da autoria desse estranho relatório clandestino que visa tão somente tentar abalar a carreira de um servidor correto do MP, que se candidatou a uma vaga no STJ, cuja lista foi votada em março, e certamente seus adversários querem atrapalhar o sucesso da sua carreira;

 

14) Como nada tenho a esconder, estou à disposição de quem quer que seja para quaisquer esclarecimentos que quiserem , lamentando a irresponsabilidade da referida matéria e o absurdo de ser vítima de relatórios clandestinos, com objetivos desconhecidos e que merecerão as consequências legais cabíveis.

 

Ass. deputado federal Eduardo Cunha

 

29 de março de 2013.

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